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Comunicado oficial

Comunicado sobre o número de motoristas TVDE

ASSOCIAÇÃO NACIONAL MOVIMENTO TVDE (ANM-TVDE)

COMUNICADO OFICIAL;

REALIDADE DO NÚMERO DE MOTORISTAS TVDE EM 2025 E ATÉ FEVEREIRO DE 2026

Ao longo de 2025, os dados oficiais disponíveis através da plataforma conjunta do IMT com as plataformas digitais, demonstram que o número de motoristas efetivamente ativos ao serviço de TVDE em Portugal se situou entre cerca de 37.500 e 38.600 motoristas, variando mensalmente ao longo do ano.

Em março de 2025, estavam registados aproximadamente 37.495 motoristas ativos, tendo o número atingido cerca de 38.600 motoristas no final de 2025.

Já até fevereiro de 2026, os dados mais recentes apontam para um total aproximado de 39.000 motoristas TVDE efetivamente ativos, o que confirma que não existiu um crescimento relevante ou estrutural do número de motoristas ao serviço, mas apenas uma ligeira flutuação dentro do mesmo patamar.

Este cenário verifica-se apesar de existirem mais de 100% de motoristas certificados face ao número de motoristas que realmente exercem a atividade, existindo atualmente mais de 40.000 motoristas certificados a nível nacional que não se encontram a trabalhar no setor TVDE.

PREOCUPAÇÃO CENTRAL DA ANM-TVDE

A principal preocupação da ANM-TVDE não está no número de certificações emitidas, mas sim na falta de crescimento do número de clientes/utilizadores de TVDE a nível nacional.

Na visão da Associação, não se verificou um aumento proporcional da procura que justificasse a entrada de novos motoristas no setor durante 2025 e início de 2026.

Adicionalmente, continuam a existir muitas cidades, vilas e concelhos em Portugal sem qualquer disponibilidade regular de veículos TVDE, o que demonstra uma clara desigualdade territorial no acesso ao serviço, penalizando populações fora dos grandes centros urbanos.

RESPONSABILIDADE DAS PLATAFORMAS

A ANM-TVDE entende que as plataformas digitais, nomeadamente, têm responsabilidade direta na mitigação da falta de TVDE a nível nacional.

Para tal, é fundamental que as plataformas diversifiquem a retribuição do serviço, criando incentivos económicos reais para Empresas e Motoristas se deslocarem para zonas onde a oferta é inexistente ou insuficiente.

Esses incentivos devem passar, de forma objetiva, por:

• Redução ou suspensão da comissão de intermediação, atualmente fixada em cerca de 25%
• Aplicação dessas medidas em zonas do país onde não existe ou é muito reduzida a oferta de TVDE.

Aumento das tarifas, principalmente nas zonas de menor fluxo de pedidos, de forma a motivar a disponibilidade permanente de motoristas e veículos ao serviço da população, garantindo a viabilidade económica do serviço.

O apoio através de incentivos depende exclusivamente da iniciativa das plataformas, nomeadamente da sua disponibilidade para abdicar parcialmente da comissão e ajustar as tarifas em zonas carenciadas.

PRECEDENTE JÁ EXISTENTE

A ANM-TVDE recorda que as próprias plataformas, incluindo a UBER e a BOLT, adotaram este modelo aquando da sua entrada em Portugal, reduzindo ou suspendendo comissões para atrair Motoristas e Empresas.

Esse mesmo princípio deve agora ser aplicado para assegurar a diversidade territorial do TVDE a Nível Nacional, complementado com tarifas ajustadas à realidade operacional de cada região.

IMPACTO ECONÓMICO E SOCIAL

Atualmente:
Muitas Empresas e Motoristas encontram-se sem trabalho, apesar do investimento realizado em viaturas, licenças e certificações.

Os motoristas necessitam de rentabilizar a certificação de Motorista TVDE que lhes foi exigida.

Existem mais de 40.000 motoristas certificados a nível nacional sem qualquer incentivo para regressar ou permanecer no setor TVDE.

Sem alterações estruturais no modelo de incentivos, comissões e tarifas, o setor continuará estagnado, mantendo praticamente o mesmo número de motoristas ativos (cerca de 38.000 a 39.000) e sem uma verdadeira expansão da cobertura nacional.

CONCLUSÃO:

A ANM-TVDE considera que o crescimento sustentável do TVDE não passa pelo aumento do número de certificações, mas sim por:

• Crescimento efetivo da procura.
• Diversificação territorial do serviço
Tarifas adequadas às zonas de menor densidade.
• Responsabilização das plataformas, como a UBER e BOLT, na criação de incentivos económicos justos.

Só com uma intervenção ativa das Plataformas, ajustando comissões e tarifas, será possível garantir equidade, sustentabilidade e uma verdadeira cobertura nacional do TVDE em Portugal.

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